Crédito: quais opções podem ajudar o seu negócio agora

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Crédito: quais opções podem ajudar o seu negócio agora

By |2020-08-27T16:58:11-03:0025/08/2020|News, Planejamento Financeiro|0 Comments

Com o crédito disputado na praça e a burocracia travando a liberação em muitos casos, os empresários estão optando por alternativas que garantam fôlego e alguma tranquilidade na retomada de seus negócios.

A securitização é uma tendência que ganha visibilidade na atual conjuntura, ao se apresentar como uma opção mais completa do que apenas pegar dinheiro emprestado.

Com necessidade de manter o capital de giro, muitos empreendedores optaram pela antecipação de recebíveis, que tem taxas competitivas e operações rápidas, sendo possível ter o crédito de vendas a prazo liberado no mesmo dia. Esses atrativos conquistaram os empresários, que enxergaram uma nova forma de gerenciar as finanças de seus negócios.

Além da transparência e comodidade para os clientes – é possível fazer as operações de forma digital, com toda segurança –, as melhores securitizadoras oferecem suporte na gestão de títulos, análise de crédito e para recebimento dos vencidos de seus clientes.

Diretor-executivo da Trevys FIDC, de São José dos Campos, Felipe Angelin destaca o maior interesse do empresariado pela antecipação de recebíveis. 

“Percebemos a urgência das empresas em obter liquidez. Os empreendedores estão buscando superar as adversidades do momento e precisam de soluções rápidas e eficazes para dar fôlego aos seus negócios. Muitas empresas passaram a procurar a antecipação de recebíveis e estamos focados em facilitar a retomada de nossos parceiros, com agilidade e segurança.”

Crédito

Dificuldades para obter crédito

A escolha pela securitização se mostra uma opção interessante quando se leva em conta a dificuldade encontrada pelos empresários em obter crédito no mercado, desde o início da pandemia até agora, cinco meses após o início das restrições de funcionamento impostas pelas autoridades. Tendo atuação restrita, ou até totalmente interrompida, as empresas brasileiras se depararam com um cenário desafiador na retomada da economia. 

Para quem conseguiu sobreviver e não engrossou o grupo das mais de 716 mil empresas brasileiras que fecharam as portas em razão da pandemia (segundo a pesquisa mais recente do IBGE, publicada em julho), a busca por crédito se intensificou, mas essa tarefa não tem sido fácil. De acordo com levantamento da Boa Vista, 39% das empresas buscaram apoio financeiro durante a pandemia, mas apenas 49% tiveram êxito. 

No final de maio, mais de dois meses após as primeiras medidas restritivas ao funcionamento de empresas, a Fundação Getúlio Vargas e o Sebrae já apontavam as dificuldades por crédito: 86% dos empreendedores que buscaram recursos tiveram o empréstimo negado ou ainda tinham os pedidos em análise. Naquele momento, 38% dos empresários consultados tinham procurado empréstimo.

As linhas oferecidas pelo governo também não tiveram o efeito esperado no auge da pandemia. Segundo auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), menos de 10% de todo o crédito bancário liberado foi acessado por micro e pequenas empresas de 16 de março a 12 de junho. O TCU estimava que 59% dessas empresas precisariam de empréstimo para manter o negócio sem a necessidade de demissões.

Após uma baixa adesão ao Pese (Programa Emergencial de Suporte a Empregos) – dados do Banco Central indicam que, em quase três meses, apenas 11% dos R$ 40 bilhões disponibilizados para ajuda na quitação de folhas de pagamento foram liberados – o governo federal concentrou sua atenção no Pronampe (Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). 

Porém, a injeção de R$ 15,9 bilhões por meio do programa, no final de junho, não foi suficiente, com os recursos esgotados em menos de um mês, o que forçou a União a liberar mais R$ 12 bilhões em agosto.