Com a Selic em queda, FIDC é opção para investimento

//Com a Selic em queda, FIDC é opção para investimento

Com a Selic em queda, FIDC é opção para investimento

By |2020-08-31T15:53:55-03:0031/08/2020|News|0 Comments

Você conhece o FIDC?

A Selic, taxa básica de juros da economia, atingiu o menor patamar da história, de 2% ao ano, trazendo novas perspectivas para o mercado e afetando diretamente os investidores.

Se em 2016 a taxa de 14,25% era garantia de ótimos rendimentos em escolhas mais conservadoras, como os fundos de renda fixa, de lá para cá o percentual despencou. Após 12 cortes seguidos, o índice já era de 6,5% em março de 2018.

Apesar de um período estável, a partir de julho do ano passado houve nova sequência de queda, até chegar ao panorama atual, que traz muitas dúvidas aos investidores – afinal, em alguns casos eles passam a ter prejuízo, se for considerada a inflação. 

Com a volatilidade da Bolsa e de outros investimentos de renda variável – apostas que costumam ser interessantes em tempos de juros baixos –, a incerteza se torna ainda maior e é preciso ampliar o leque de opções. Nesse cenário, o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) vem ganhando terreno.

A modalidade tem, no mínimo, 50% do seu patrimônio líquido formado por direitos creditórios oriundos de operações de empresas do varejo, indústrias, imobiliário, serviços e instituições financeiras, entre outras. 

FIDC

Rendimentos

No FIDC, os rendimentos variam, podendo ficar acima de 100% do CDI (taxa de referência para investimentos de renda fixa), um retorno bem mais atraente do que o oferecido por alternativas como poupança, fundos DI, CDB, LCI, LCA ou Tesouro Direto. O Trevys FIDC, por exemplo, trabalha com CDI + 3% ao ano na cota sênior.

Como toda renda variável, o FIDC também apresenta alguns riscos, mas os melhores gestores de fundos possuem carteiras diversificadas, que pulverizam as possibilidades de perda com inadimplência ou atrasos de pagamento. Outra vantagem é que os FIDCs possuem classificação por agências de risco, dando mais segurança na hora de escolher o fundo.

Como funciona o FIDC

Os FIDCs podem ser constituídos na forma de condomínio aberto – com novas cotas e resgates a qualquer momento –, como é o caso do Trevys FIDC, ou fechado, quando são determinados prazos para entrada e retirada. Eles costumam ter duas classes de cota: a sênior, destinada a investidores, e a subordinada, que fica com o originador dos créditos. 

As cotas seniores possuem preferência para resgate, remuneração e amortização. Já a subordinada, tem maior remuneração, mas também absorve primeiro eventuais perdas, o que garante ainda mais proteção ao investidor. 

Uma das regras desse fundo é que apenas investidores considerados qualificados – aqueles com experiência no mercado financeiro – podem fazer aportes. Por isso, vale a pena procurar um FIDC com boa reputação. Ela poderá auxiliar quanto à melhor escolha e oferecer uma gestão profissional dos fundos, trazendo mais chances de bons retornos em tempos de juros baixos.