Para presidente da Anfidc, desempenho dos FIDCs minimizam efeitos causados pela crise da Covid-19

//Para presidente da Anfidc, desempenho dos FIDCs minimizam efeitos causados pela crise da Covid-19

Para presidente da Anfidc, desempenho dos FIDCs minimizam efeitos causados pela crise da Covid-19

By |2020-10-06T13:44:10-03:0006/10/2020|Sem categoria|1 Comment

A economia brasileira vive uma fase de adaptação a uma nova realidade, buscando alternativas para crescer em meio a um cenário de muitas incertezas. 

Para avaliar o atual momento, o blog Trevys conversou com Luis Eduardo da Costa Carvalho, presidente da Anfidc (Associação Nacional dos Participantes em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios Multicedentes e Multissacados) e da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento). 

Atuando no mercado financeiro desde a década de 1960, e à frente da Lecca Investimentos há 45 anos, Carvalho acompanha de perto os altos e baixos da economia brasileira, e considera que a crise gerada pela Covid-19 é singular.

“Essa crise é diferente das outras porque afetou o mundo inteiro simultaneamente, sem nenhuma exceção. Todos ao mesmo tempo enfrentando os mesmos problemas. Estamos vivendo um quadro inédito”, avalia.

Apesar do cenário preocupante, ele destaca que o baque da economia não foi tão grande quanto previsto pelos especialistas. 

“De início, os diagnósticos eram extremamente pessimistas. No caso do Brasil, chegou a se falar em queda de 10% a 11% no PIB. E depois o BC (Banco Central) projetou uma queda de 5%. Felizmente, é uma situação menos complicada do que se imaginou. A retomada da atividade econômica está sendo em condições melhores do que a gente imaginava”, afirma. 

Para ele, alguns dos motivos são as medidas do governo para minimizar as consequências da pandemia. 

“O auxílio emergencial teve um impacto expressivo no consumo, com benefício para a cadeia produtiva. O BC injetou muita liquidez no mercado. Estimulou os bancos, o mercado financeiro, a liberar recursos para as empresas. Deu benefícios fiscais diversos para evitar o desemprego. Isenção do IOF para reduzir custo do crédito”, citou. 

FIDCs surpreendem, diz presidente da Anfidc

Carvalho avalia que o segmento de FIDCs teve desempenho melhor do que o esperado. 

“A indústria dos FIDCs multicedentes e multissacados surpreendeu positivamente o mercado e o regulador. A própria CVM (Comissão de Valores Mobiliários) reconhece que os dados de mercado são muito positivos. Logo no início da pandemia, o governo incentivou que os títulos fossem prorrogados, para dar oxigênio ao comércio e à indústria para enfrentar a paralisação da atividade econômica. Houve naquele momento preocupação que isso fosse gerar uma inadimplência forte”, lembra.

Luis Eduardo da Costa Carvalho, presidente da Anfidc

Luis Eduardo da Costa Carvalho, presidente da Anfidc

Segundo o presidente da Anfidc, ações como essas surtiram efeito favorável. 

“A CVM liberou algumas regras, as administradoras se adaptaram, as prorrogações acabaram acontecendo em volume menor do que se imaginava e o comportamento da liquidação das prorrogações também surpreendeu. Vimos um processo de rearrumação com resultado muito positivo.”

Para ele, o país caminha rumo a melhorias na economia. “Estou otimista em relação à retomada e à estabilidade econômica. O presidente do BC deixou o mercado mais tranquilo ao declarar que estão acompanhando de perto e estão com as rédeas na mão. Tudo está voltando a um patamar mais normal”, opina.

Dessa forma, ele percebe boas oportunidades para as empresas de crédito. “A indústria do crédito está atrelada à atividade econômica. Se houver crescimento, o crédito cresce junto, quase na mesma proporção. Em alguns setores, pode crescer até em uma escala maior. Se as mudanças regulatórias vierem para facilitar a dinâmica das operações, certamente vai influenciar positivamente o crescimento da atividade. É a combinação do crescimento da atividade econômica com a melhoria do marco regulatório”, conclui.

Confira no dia 13 de outubro a segunda parte da entrevista com Luis Eduardo da Costa Carvalho, na qual o presidente da Anfidc traça um panorama das oportunidades para o segmento de FIDCs.

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