Tecnológicos, ágeis e simples, FIDCs se tornam essenciais para movimentar economia

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Tecnológicos, ágeis e simples, FIDCs se tornam essenciais para movimentar economia

By |2020-10-26T10:44:39-03:0013/10/2020|Sem categoria|0 Comments

O blog Trevys conversou com o presidente da Anfidc (Associação Nacional dos Participantes em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios Multicedentes e Multissacados), Luis Eduardo da Costa Carvalho, e agora você confere a segunda parte da entrevista, na qual ele fala sobre as perspectivas de mercado para os FIDCs.

A primeira parte você pode ler aqui:
Para presidente da Anfidc, desempenho dos FIDCs minimizam efeitos causados pela crise da Covid-19

Para Carvalho, a atual conjuntura é bastante promissora para o segmento. “Com as taxas de juros baixas, as empresas passam a ter um incentivo para fomentar seus negócios, tomando crédito para alavancar suas vendas.” 

Nesse contexto, ele citou algumas das vantagens oferecidas por esses fundos. “Os FIDCs têm processos mais ágeis, simples e que atendem de forma melhor o pequeno e médio empresário, que tem muita dificuldade de acesso aos bancos. Com os FIDCs, ele tem as linhas de crédito fundamentais para movimentar sua atividade econômica.”

O presidente da Anfidc se mostra confiante em melhores perspectivas de crescimento do setor, que se moderniza e tem se beneficiado de avanços regulatórios como o da duplicata eletrônica, que minimizará fraudes e duplicidade de pagamento.

Luis Eduardo da Costa Carvalho, presidente da Anfidc

Luis Eduardo da Costa Carvalho, presidente da Anfidc

“O BC tem uma política, um posicionamento forte querendo apoiar todas as iniciativas que aumentem a competitividade do mercado financeiro. Com a regulamentação da duplicata eletrônica, os FIDCs e as securitizadoras passam a desempenhar papel mais importante ainda. Passam a ter acesso a recebíveis de forma mais segura, transparente e, consequentemente, isso aumenta o volume, provocando redução de taxas e custos. É um ciclo positivo, uma coisa alimentando a outra, trazendo ambiente favorável à atividade econômica.”

Regulação

Para ele, por muito tempo o mercado ficou restrito, mas novas normas devem alavancar seu crescimento. 

“A CVM, no surgimento dos FIDCs, por desconhecer o mercado e o funcionamento, foi muito conservadora nas regras, criando a restrição de só poder investir quem é considerado investidor qualificado. O regulador estava querendo proteger o pequeno investidor. Na realidade, a indústria já tem mais de dez anos, uma experiência consolidada, e a tendência é flexibilizar essas normas. Até o final do ano, provavelmente teremos uma nova instrução da CVM em audiência pública já admitindo outros perfis de investidores em FIDC. É muito positivo, tanto para a indústria de FIDC quanto para os investidores, que passarão a ter acesso a um papel seguro e com boa rentabilidade.”

Segundo Carvalho, é isso que falta para um grande salto do setor. “O primeiro passo é fazer essa liberação, porque ninguém vai investir na divulgação de um produto se o mercado é restrito. O regulador vai entender o histórico do mercado, flexibilizar e o próprio mercado vai trabalhar na divulgação. O primeiro passo tem que partir do regular, e depois o mercado faz a sua parte. Seria oportuno juntar as duas coisas: flexibilizar as normas e aproveitar o momento favorável do mercado.”

Questionado sobre o movimento da Trevys e outras empresas da área em busca de modernização, ele vê essa atitude como essencial. 

“Os FIDCs têm um processo muito tecnológico, simples para o tomador do crédito, que acessa a plataforma eletronicamente. Grande parte do processo é feito sem intervenção humana. O setor evoluiu e ainda vai crescer muito. É um processo que não tem volta.”

A Anfidc

A Trevys é uma das 123 empresas associadas à Anfidc, que, juntas, representam 78% do patrimônio líquido dos FIDCs Multicedentes e Multissacados no país. No levantamento mais recente da entidade, com base nos dados de julho, o patrimônio líquido desses fundos estava em R$ 19.308.359.660,15.

A associação, que completa 11 anos em 2020, iniciou o ano trabalhando na consulta pública do Banco Central para a regulamentação das duplicatas escriturais. No início da pandemia, atuou em conjunto com a CVM e agentes fiduciários com relação aos provisionamentos, e interagiu manteve conversas com o BNDES, Fiesp, CEF, Serpro, ANBC e Sefaz. 

A entidade também promove cursos e, durante a pandemia, investiu em webinars com temas de interesse do setor. O Encontro Nacional Anfidc teve sua 4ª edição em 2019, com a participação de 450 pessoas, e a previsão é de que a 5ª edição ocorra no início de 2021.