FIDCs: protagonistas na retomada econômica para 2021

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FIDCs: protagonistas na retomada econômica para 2021

By |2021-02-19T17:39:36-03:0019/02/2021|Notícias|0 Comments

Em um ano atípico, a economia brasileira sofreu um baque em 2020, com muitos setores chegando a paralisar suas atividades, no auge da pandemia do novo coronavírus. Por outro lado, alguns segmentos conseguiram superar mais rapidamente o momento conturbado e conseguiram resultados considerados bons em um cenário de recessão generalizada. É o caso dos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que podem ser vistos como um dos protagonistas de uma aguardada retomada econômica em 2021.

Historicamente importantes em momentos em que o crédito se torna escasso na praça, como nas crises econômicas pelas quais o Brasil passou, a securitização é uma alternativa mais acessível, principalmente para as pequenas empresas que necessitam de liquidez. Em um cenário de juros baixos, os fundos se tornaram ainda mais atraentes.

Para Luis Eduardo da Costa Carvalho, presidente da Anfidc (Associação Nacional dos Participantes em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios Multicedentes e Multissacados) e da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), após um primeiro momento de expectativas extremamente negativas do mercado, a retomada da atividade econômica ocorreu em condições melhores do que se imaginava, e os FIDCs se destacaram.

“A indústria dos FIDCs multicedentes e multissacados surpreendeu positivamente o mercado e o regulador. A própria CVM (Comissão de Valores Mobiliários) reconhece que os dados de mercado são muito positivos.”

“Logo no início da pandemia, o governo incentivou que os títulos fossem prorrogados, para dar oxigênio ao comércio e à indústria para enfrentar a paralisação da atividade econômica”, lembra.

Efeito.

Segundo Carvalho, ações como essa surtiram efeito favorável.
“A CVM liberou algumas regras, as administradoras se adaptaram, as prorrogações acabaram acontecendo em volume menor do que se imaginava e o comportamento da liquidação das prorrogações também surpreendeu. Vimos um processo de rearrumação com resultado muito positivo”.

Otimista em relação a uma retomada econômica mais robusta, ele enxerga boas oportunidades para as empresas do setor no ano que vem.

“A indústria do crédito está atrelada à atividade econômica. Se houver crescimento, o crédito cresce junto, quase na mesma proporção. Em alguns setores, pode crescer até em uma escala maior. Se as mudanças regulatórias vierem para facilitar a dinâmica das operações, certamente vai influenciar positivamente o crescimento da atividade. É a combinação do crescimento da atividade econômica com a melhoria do marco regulatório”, comenta.

O presidente da Anfidc se refere a avanços regulatórios como o da duplicata eletrônica, que minimizará riscos e tende a tornar o crédito mais barato, e a abertura para novos perfis de investidores em FIDC, atualmente restrita a profissionais e investidores qualificados.

Trevys FIDC.

A confiança em um 2021 de retomada econômica é compartilhada por Felipe Angelin, CEO do Trevys FIDC, empresa líder de mercado no Vale do Paraíba.

“No começo da pandemia, o mercado se retraiu, pela incerteza do momento. Felizmente, nos meses seguintes já conseguimos observar o reaquecimento na busca por crédito, pois as empresas precisaram se reorganizar rapidamente. Para 2021, esperamos que o crescimento da economia seja mais consistente, trazendo boas oportunidades para o setor”, avalia.