Como serão as empresas depois da pandemia? Veja o que dizem os principais CEOs do mercado e sete aprendizados do período

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Como serão as empresas depois da pandemia? Veja o que dizem os principais CEOs do mercado e sete aprendizados do período

By |2021-02-28T18:32:24-03:0028/02/2021|Notícias|0 Comments

A pandemia do novo coronavírus mexeu com a rotina de todas as empresas, obrigando-as a se adaptarem a um novo panorama para manterem a competitividade. 

Alguns estudos realizados recentemente apontam caminhos e tendências em relação à nova rotina das companhias. Levantamento feito pela revista norte-americana Fortune com 500 CEOs das maiores corporações dos Estados Unidos mostra que para 85% deles a retomada da economia mundial ao patamar atingido antes da pandemia só deve acontecer a partir de 2022, e 27% deles não esperam o reaquecimento das atividades antes de 2023.

Essa expectativa é um termômetro para avaliar como as empresas vão atuar a partir de agora. O home office, por exemplo, deve ser adotado em definitivo por boa parte dos funcionários, de acordo com 1/4 dos entrevistados, que afirmaram que 90% dos empregados nunca devem retornar ao ambiente de trabalho usual.

A transformação tecnológica é um mantra do momento: três a cada quatro CEOs acreditam que a crise vai acelerar esse processo em suas empresas. Eles também enxergam o estímulo ao crescimento de um novo modelo de negócio, que foca nos interesses da comunidade, sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e luta contra as desigualdades e preconceitos.

O cenário na pandemia

Questionados sobre as principais preocupações momentâneas, os gestores colocaram em primeiro lugar a manutenção de seus funcionários a salvo e, ao mesmo tempo, produtivos. Outras angústias são o impacto nos clientes e a incerteza quanto à continuidade do negócio. Pouco mais da metade avalia que o total de empregos em suas companhias será um pouco menor nos primeiros meses deste ano.

Algumas das mudanças esperadas: substituição de viagens de negócios por videoconferências; o crescimento do nacionalismo, impactando cadeias globais de suprimento; aumento do investimento em omnichannel e aprimoramento da presença nas redes sociais e estrutura de segurança no e-commerce.

Entre as lições aprendidas durante a crise pelos gestores consultados pela Fortune, destacam-se a eficiência do trabalho em casa, a antecipação às transformações necessárias, o questionamento sobre o que é essencial e a importância da liderança e dos valores.

pandemia - home office

Desafios

Outro estudo, da AL+ People & Performance Solutions, com 177 executivos brasileiros, também traz algumas pistas sobre as tendências e desafios para as empresas a partir dos efeitos da pandemia.

Para 33,9% dos entrevistados, o maior obstáculo é preservar uma cultura organizacional. Outros 25,4% afirmam que uma das dificuldades é manter o engajamento a distância. A implantação de uma comunicação eficiente também foi bastante citada (24,3%).

Entre os aspectos que podem gerar melhorias daqui para frente, surge novamente a questão do home office: 31% dos executivos afirmam que a pandemia fez com que entendessem que a prática é viável, 68,4% destacaram que o modelo funcionou totalmente durante a pandemia e 91% acreditam em um modelo híbrido de trabalho daqui para frente, dividido entre casa e escritório.

A ideia de fomentar o “aprender a aprender” foi citada por 29% dos executivos, e 24% deles disseram que o formato digital ganhou mais relevância para os negócios.

Aprendizados

Levando em conta o cenário da pandemia e todas as mudanças comportamentais e de consumo da população, a empresa de pesquisa de mercado Ipsos também conduziu um levantamento para identificar os principais aprendizados que as marcas podem ter nesta situação.

O estudo apontou sete aspectos: 

1 – não espere tudo voltar ao “normal”: faça-se presente, procurando estabelecer um vínculo de confiança para o futuro;

2 – informe e impacte positivamente, com uma comunicação consistente, de credibilidade, e ações que gerem impacto;

3 – mostre empatia, deixando claro que é solidária a todos que estão sofrendo em razão da pandemia;

4 – adapte-se a novas rotinas, auxiliando as pessoas a fazerem bom uso do tempo gasto em seus lares;

5 – invista no mundo virtual, pois se durante a pandemia ele foi a única maneira de manter muitas empresas, quando ela passar ele será um meio essencial para manter a saúde financeira;

6 – reconheça e incentive as novas normas sociais, dando exemplo sobre hábitos de higiene e respeito ao próximo;

7 – inspire-se em iniciativas de sucesso de todas as épocas. Marcas como Netflix, Amazon e Apple cresceram em momentos de instabilidade e muitas mudanças comportamentais.