Cenário pós-pandemia traz oportunidades para empresas com capacidade de adaptação, afirma Walter Franco

//Cenário pós-pandemia traz oportunidades para empresas com capacidade de adaptação, afirma Walter Franco

Cenário pós-pandemia traz oportunidades para empresas com capacidade de adaptação, afirma Walter Franco

By |2021-10-25T22:35:04-03:0020/10/2021|Notícias|0 Comments

A chegada das vacinas em larga escala e a diminuição na curva de internações mostra que o cenário pós-pandêmico de recuperação econômica já é uma realidade no Brasil. Para as pequenas e médias empresas, o momento é de se preparar para os desafios que esse novo ambiente traz ao mercado. 

A perspectiva é positiva, principalmente porque o dinamismo e a diversificação do mercado brasileiro são pontos altos para a realidade do mercado pós-pandemia.

De acordo com o professor de macroeconomia do Ibmec Walter Franco Lopes, garante que o mercado internacional aquecido é fundamental para que o país se beneficie com a exportação, numa realidade que gera emprego, renda e que contribui para o superávit nas contas do Brasil.

Walter Franco

Walter Franco

 

O professor ainda aponta que a nova realidade exige velocidade nas adaptações às demandas do período pós-pandemia.

“O que determinará a capacidade, velocidade e tipo de recuperação de cada empresa será a sua capacidade de adaptação à nova realidade que se impõe, sobreviver às enormes dificuldade e desafios que a covid traz, deter dinamismo, saber agregar tecnologia e, principalmente, entender a importância de obtenção de ganhos de eficiência e produtividade. Insisto, independe do tipo e tamanho da empresa tais objetivos”, explica.

Reformas

Após a experiência com a pandemia, o professor defende uma agenda reformista no governo, que possibilite ganhos de eficiência e produtividade nas empresas nacionais. O objetivo seria oferecer maior valor agregado para a concorrência no mercado internacional.

“As reformas devem dar possibilidade para diminuirmos drasticamente o tamanho do estado. Cortar gastos públicos. Privatizar a maior quantidade possível de empresas. Cabe ao estado também promover reforma tributária que simplifique a operação no Brasil e, diria, promover maior abertura comercial com drástica redução de impostos, taxas, tarifas e cotas de importações”, afirma.

Para o professor, o estado ainda pode colaborar com este novo momento da economia ao investir na melhoria de fatores como a logística e infraestrutura.

“Destacaria também investimentos em logística, transporte, infraestrutura aeroportuária e nos demais modais de transporte. De preferência visando promover e incentivar investimento privado”, explica.

Investimento

Para que o pós-pandemia seja uma oportunidade para que empresas nacionais possam dar um salto no cenário macroeconômico, a expectativa do professor é que haja investimentos maciços em inovação e eficiência.

“O Brasil precisa de um choque de competitividade. Tal realidade demanda abertura comercial, enfrentamento dos desafios que as economias centrais exigem como contrapartidas”, afirma.

“Investimento é sempre parte da solução. O capital busca retorno. Retorno deve ser crescente no tempo. Obtê-lo exige ganhos constantes de eficiência e produtividade que derivem, assim, da redução de custos e despesas, dos ganhos tecnológicos e da capacidade de entendimento do mercado consumidor global”, completa.

 

 

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Historicamente importantes em momentos em que o crédito se torna escasso na praça, como nas crises econômicas pelas quais o Brasil passou, a securitização é uma alternativa mais acessível, principalmente para as pequenas empresas que necessitam de liquidez. Em um cenário de juros baixos, os fundos se tornaram ainda mais atraentes.